Dia da mulher, não me dê flores, valorize a minha história

O dia da mulher é uma data marcada por muita luta. Muita mesmo e no mundo todo, com vários acontecimentos que vão do direito ao voto, até mulheres que protestaram contra trabalhos com jornadas desumanas e que foram queimadas vivas no mesmo. (Pegou o drama?).
É uma data importante que vai além de ganhar flores. Trata-se de uma luta que ainda está em processo, por conquistas igualitárias e se as deusas quiserem, de equidade.
Nade de flores e recadinho vagos para a luta que esta data representa e por isso fizemos  um post exaltando mulheres com feitos históricos.
Especialmente, mulheres latino-Americanas. Para valorizar a nossa cultura e auto estima. Portanto: todos os dias e no Dia da mulher, não me dê flores, valorize a minha história.

Listamos aqui algumas das inumeráveis mulheres que fizeram história e você mulher é anônima, também faz história, pois ser mulher é um ato revolucionário,

 

 Carmen Miranda (1909-1955) – Cantora e atriz

Carmen Miranda nasceu em Portugal, mas sua família foi para o Rio de Janeiro quando ela era ainda bebê. Foi criada no bairro da Lapa, onde conviveu com o melhor do samba carioca que se consolidava. Brasileira, viveu nos EUA e durante este tempo recebeu o maior salário de uma atriz. Sendo um feito para uma mulher latino americana.

Clarice Lispector

Clarice Lispector nasceu na Ucrânia em 10 de dezembro de 1920 e foi naturalizada brasileira. Foi uma premiada escritora e jornalista, autora de romances, contos e ensaios sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX. Sua obra está repleta de cenas cotidianas simples e tramas psicológicas, uma de suas principais características, a epifania de personagens comuns em momentos do cotidiano. 

Pagu

Patrícia Rehder Galvão foi um dos grandes nomes do movimento Modernista brasileiro.
Pagu escreveu artigos para os jornais da época, defendendo a mulher pobre e operária e criticando o papel conservador feminino na sociedade.


Dandara


Dandara juntou-se ainda menina ao grupo de negros que desafiaram o sistema escravista por quase um século no Quilombo dos Palmares. Casada com Zumbi, valorizava muito a liberdade, era contra acordos com o governo e se matou quando capturada.

Dandara participava ativamente da elaboração das estratégias de resistência e foi figura central na defesa do quilombo.

Maria Bonita

Maria Gomes de Oliveira, conhecida como Maria de Déa e, após sua morte, Maria Bonita (Paulo Afonso, 8 de março de 1911 — Poço Redondo, 28 de julho de 1938), foi uma cangaceira brasileira, companheira de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião e a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros.

Frida Kahlo


Artista mexicana, Frida usava a arte como forma de expressar seu sofrimento e os problemas físicos que teve que enfrentar após sobreviver a um acidente de ônibus aos 18 anos. Em 1939, expôs suas pinturas na França após convite de André Breton. Uma de suas obras tornou-se a primeira pintura de uma artista mexicana a ser adquirida pelo Museu do Louvre.

Maria Quitéria

Primeira mulher a entrar nas Forças Armadas e a defender o Brasil em combate, Maria Quitéria de Jesus Medeiros é frequentemente comparada a Joana d’Arc. Foi uma das heroínas da Guerra da Independência.

O pai dela não permitiu que se alistasse, mas em 1822 ela fugiu de casa, cortou os cabelos, se vestiu como homem e se juntou ao Regimento de Artilharia.


Tarsila do Amaral

Um dos principais nomes do modernismo brasileiro, Tarsila criou algumas das obras emblemáticas do movimento, como o Abaporu.

Elza Soares

Por causa da infância pobre, Elza foi forçada a casar aos 12 anos e já era mãe aos 13. Na mesma época, surpreendeu todo mundo ao cantar num programa de calouros, mas só conseguiu seguir carreira depois de ficar viúva, aos 21 anos. Mesmo com a fama, sofreu muito por ser acusada de acabar com o casamento do jogador Garrincha e chegou receber ameaças de morte na época. Uma mulher que sempre foi atrás do que deseja, seja no amor e na fama, em um mundo em que mulheres são feita para obedecer, querer é um ato revolucionário.